OPINIÃO | - Retrocesso jamais, pra frente é que se anda!
Entre o final dos anos 70 e inicio dos anos 90, Guanambi experimentou o boom do ciclo dourado do algodão; período em que muitos fazendeiros, agropecuaristas, políticos e empresários multiplicaram por milhares de vezes seus patrimônios; surgiram então os bairros nobres, as mansões e casarões cinematrográficos; mas multiplicaram também as residências humildes, os bairros pobres, um cinturão de pobreza, formado pelos trabalhadores de outros pontos do país que vieram atraídos pelo progresso anunciado do ouro branco.
As mais de trinta usinas de algodão aqui instaladas, de uma hora para outra saíram desmontadas nas carrocerias dos caminhões; as maiores empresas, inclusive de alguns políticos, bateram em retirada para o oeste da Bahia e para o Matogrosso; os aviões foram voar noutras bandas e o nosso movimentado aeroporto, que tinha inclusive vôos diários, praticamente fechou. Para Guanambi, como herança, restauram os problemas estruturais sérios e o desafio de sobreviver através de uma nova matriz econômica: o comercio. Para piorar a situação, o poder político ficou nas mãos de um líder centralizador, arrogante e dominador; que por quase trinta anos submeteu Guanambi ao mais perverso e cruel isolamento político, impedindo que as obras e empreendimentos importantes dos governos estadual e federal chegassem até aqui e forçando inclusive que as sedes de órgãos de ação regional se instalassem em Brumado ou em Caetité.
Contrariando essa lógica absurda, o comércio reagiu, cresceu, diversificou; pela força da necessidade, surgiu e fomentou rapidamente a indústria de prestação de serviços; foram chegando as especialidades medicas, a escolas, faculdades e a iniciativa privada fez de Guanambi um pólo de convergência regional, atraindo mais trinta municípios da região sudoeste e norte de Minas. Inconformada com essa situação de dominação política as avessas, a juventude aguerrida de Guanambi sempre esteve na vanguarda dos que sonhavam com uma cidade moderna, bem estruturada, desenvolvendo e correspondendo com o esforço do seu povo. Lideranças como Paulo Costa, Vitor Bonfim, Ivana Bastos e Charles Fernandes, conseguiram nos últimos, arregimentar grandes votações e dão a tônica do novo momento que o município passou a experimentar. Coube a Charles Fernandes ainda como vice prefeito, ao assumir o comando do município, romper com a estrutura apodrecida do grupo a que pertencia, se aliar com o governo do estado e o governo federal, colocando Guanambi no alcance dos grandes projetos, obras e empreendimentos; bastou esse gesto de coragem e boa vontade do jovem prefeito, para que todas as políticas públicas de governo fossem realçadas e potencializadas no município.
A política de parceria, advento maior dos tempos modernos, tem sido a receita preferida pelos lideres inteligentes que não querem o poder para si, mas querem trabalhar com o povo ouvindo as suas necessidades e realizando as obras verdadeiramente necessárias. Ao abraçar todas as correntes do pensamento político alinhadas com o governo; Charles distanciou do seu ex-líder e das práticas políticas avessas ao desenvolvimento. Não é por outra razão que Guanambi nos últimos cinco anos experimentou o maior ciclo de desenvolvimento de toda sua história, com a administração batendo recorde de realizações em todos os segmentos; resgatando por exemplo, na área de pavimentação de ruas e construção de praças, uma dívida social que parecia impagável.
Não é por outra razão que a cidade coleciona uma vitória após a outra, e foi confirmada como a cidade que mais desenvolveu na Bahia em 2015. Quem ama Guanambi quer vê-la assim, desenvolvendo e sendo feliz e não entregue nas mãos de quem quer jogá-la de novo no isolamento e no abandono. Chega de retrocesso, pra frente é que se anda!
